A cada dia precisamos auditorar com mais precisão aquilo que ouvimos, vemos e lançamos para dentro de nós ...não somos um receptáculo de lixo, detritos de mentes doentias, que banalizam o valor do material humano e publicam termos pejorativos, depreciativos , principalmente da imagem da mulher, que cada vez mais tem partes metaforizadas por figuras, ora de melancias, samambaias , morangos, jaca, melão...( uma verdadeira feira), ora potrancas ( filhotes de égua) e outros termos que nem quero saber quais, mas que sei que existem aos montes...e a comunidade, sem senso crítico, ingênua e pouco seletiva, tem levado esse selo comunitário. Somos seres pensantes, e com capacidade de selecionar aquilo que é bom para nós e lançarmos fora o que não vai nos acrescentar nada , não devemos aceitar tudo e arrastar para dentro de nós essas "porcarias" que ouvimos nos Cds, vemos na TV, que por sua vez, tem sido o maior formador de opinião que existe, pois estamos impregnados por suas mensagens.
Onde está a valorização do material humano? Onde vamos chegar com essa banalização da personalização da figura feminina? O pior de tudo é que muitas mulheres vivem mancomunadas com esse perfil sórdido a que nos expuseram. Riem, fazem piadas, balançam ao som de anti-músicas (isso mesmo!), anti-músicas que vieram para roubar o lugar de Vínicius, Chico Buarque, Tom Jobim, Milton Nascimento, Pixinguinha, Adoniram Barbosa, Herbert Viana, e tantos outros ícones da nossa música brasileira...
O que tá acontecendo conosco? Estamos negligenciando os nossos valores, anuviando nossa cultura musical, deixando perder o nosso " léxico", tudo o que havia de melhor no nosso Brasil está se perdendo no tempo e no espaço. Precisamos parar um pouco para observarmos o que estamos interiorizando e darmos o nosso grito de protesto, se continuarmos indiferentes, daqui a pouco nos tornaremos o cardápio completo!
Márcia Vertuani em 01/11/09
Infelizmente, muitas mulheres tem sido a musa inspiradora de todo esse lixo: mulheres indiscretas, mal comportadas, mal vestidas, com um vocabulário indecente, que confundem liberdade com libertinagem! E a única coisa que resta mesmo é serem taxadas: piriguetes! E, aquelas que pertencem ao outro grupo, são tantas vezes, obrigadas a sofrerem o preconceito dessa generalização: fazer o quê?
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